A Lua Cheia de Gêmeos
A Lua Cheia de Gêmeos transita por Sagitário, e no céu do dia 18 de junho, faz conjunção exata com Plutão.
(ver o mapa da lunação)
Comentários: No mapa do céu dessa lunação há o desenho de um envelope. É como se estivéssemos recebendo uma carta do correio celestial com uma notícia há muito esperada, mas que vem para alegrar o nosso coração: a vida sempre se renova! Somos sempre outro, e sempre o mesmo, tal é o sentido de impermanência de nossa existência, muito bem retratada pelos movimentos da Lua no céu, que é sempre outra, e é sempre a mesma. Em apenas um mês ela passa por todos os signos, e reflete todas as fases, mas encontra-se eternamente virada com a mesma face para a Terra.
Isso assim se dá porque o sincronismo de seus movimentos é constante e perfeito: a sua velocidade de rotação é exatamente a mesma de sua revolução em volta da Terra, e têm a duração de 27 dias e 8 horas.
De tal modo que há um lado escuro da Lua que nunca podemos ver, mas que podemos fazer uma analogia com o inconsciente: um lugar de estoque, ou de armazenamento dos sentimentos ancestrais de nossa natureza humana.
Plutão representa o processo de transformação em si, que toda semente passa, necessário para que a vida se refaça. Mas muitas vêzes sua função é revelar aquilo que precisa ser transformado, ou eliminado.
A Lua é o astro mais próximo da Terra. Plutão, o mais longínquo. De algum modo a Lua intermedia, feito jardim de sementeiras, ou como um filtro particular, as motivações que podem brotar das dimensões mais distantes e profundas do nosso Ser, que se encontra em eterno movimento. A Luz do Sol projetada sobre esse quadrante celestial traz à consciência os sentimentos, as emoções, que alimentamos e deixamos vir à tona, para crescer em nossa vida.
Olhando nessa noite de Lua Cheia de Sol, da Terra para a Lua, podemos imaginar que o lado escuro da Lua armazena essa pequena semente de transformação: Plutão, para em seguida podermos escolher o tipo de sentimento que deixamos aflorar em nosso dia a dia.
Se são emoções negativas, as que brotam de nosso interior, podemos ainda assim, não nutri-las, ou quem sabe, tendo consciência, podemos transformá-las?
Vamos aproveitar as forças transformadoras dessa Lua Cheia para reconhecer dentro de nós o que pode ser transformado, e aceitar o que, sendo da nossa própria natureza, não pode ser mudado, mas, ao menos, que venha a ser melhorado.
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