Sincronicidade- Haiti

Trocando e-mails com a amiga e astróloga Flávia Castro (Campinas- SP), ainda comovidos pelo "des-astro" (mal aspecto dos astros) em que se encontra o Haiti, nos surpreendemos ainda mais com a precisão da sincronicidade existente entre os trânsitos planetários que ocorrem sobre o mapa astrológico daquele país e os acontecimentos que lá se sucedem. O Haiti tornou-se independente da então sangrenta França napoleônica em 1.1.1804.
O mapa calculado para esse dia traz Saturno em Libra em quadratura com Marte, em Capricórnio - além do Sol, Mercúrio e Venus se encontrarem também nesse signo.
O retorno exato de Saturno à sua posição natal nesse final de ano de 2009, ativando a quadratura natal com Marte, na mesma época em que Plutão toca o grau exato de Marte, já seria suficiente para justificar o duro destino ao qual está submetida aquela nação, não fossem ainda os eclipses da Lua no ano novo e do Sol em seguida, juntamente com o stellium anunciado, terem ativado essa difícil conjunção natal.
Tais acontecimentos parecem relevar a importância do simbolismo astrológico na análise dos fatos.
É certo que não se pode atribuir a causa da tragédia aos astros. De antemão, os planetas não causam absolutamente nada, apenas evidenciam cada vez mais a precisão das relações existentes entre as posições planetárias e os acontecimentos como fatores de percepção de sincronicidades.

Flávia comenta: "é apenas o inicio de Plutão em capricornio, seus aspectos e entorno.... não é? As estruturas se esmigalhando, cedendo primeiro onde é mais fraco. Mudança de Tempo mesmo".

Em seguida continua: "É um pais com alto teor de capricornio mas a menor estrutura possivel, ou seja é com certeza um dos pontos mais vulneraveis ou de menos resistencia para  os efeitos de Plutão em capricornio."

É certo que outros lugares existem em nosso planeta, onde reinam a desigualdade social, a violência, a falta de estrutura e pobreza. Alguns desses lugares estão mais próximos do que imaginamos, com condições de vida perto da linha da miséria. Aos poucos estes lugares serão evocados, na América Latina, a proliferação das favelas, na África e Asia, e em muitos lugares, o caos urbano. Vivemos, paralelo ao caos evidenciado, de modo concentrado no Haiti, uma grande oportunidade de transformação, de mudança de nível de consciência para a humanidade. É preciso ter pressa, o mesmo sentido de urgência que foi desperto por essa tragédia, e estender os mesmos imediatos socorros à todos que sofrem de condições subhumanas; Isso pode ser mapeado. As condições de vida correspondem ao nível de consciência em que nos encontramos. A pobreza, a violência e a fome são apenas sintomas da miséria de consciência.

17 de janeiro de 2010

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