Vênus e a Quintessênciado Ser

Ainda sobre Vênus, que se aproxima de sua máxima elongação matutina e deixa sua posição retrógrada no dia 17 de abril.

O planeta Vênus chega no dia 17 à sua máxima elongação, ou maior afastamento da posição zodiacal do Sol, e assume seu movimento matutino direto. Fica visível no céu matutino por nove meses ou, nos ritmos humanos, uma gestação.

A cada dia, veremos a estrela matutina descendo o horizonte, acompanhando o Sol, até desaparecer do céu por cerca de cinquenta dias, alcançando a conjunção superior, quando se encontra atrás do Sol, no dia 11 de janeiro de 2010. Depois que cruza o grau zodiacal do Sol, passa a aparecer no pôr do Sol.

É muito curioso o desenho que Vênus faz no céu do amanhecer ao longo desse ciclo de nove meses matutino. É como se fosse metade de um coração estilizado.

A quintessência de Vênus

A beleza natural da sutileza observada no ciclo de oito anos das cinco conjunções de Vênus com o Sol, constituindo com a perfeição da geometria sagrada no céu, o desenho de um pentagrama, ou estrela de cinco pontas, expressa através das proporções exatas do número áureo, o processo de desenvolvimento das formas em espiral do Ser, manifesto na natureza: nos nautilus, na solanácea petúnia, na flor de cera, nos favos de mel das colméias, nas estrelas do mar, nas galáxias, nas proporções do Corpo Humano, que parecem expressar uma lógica matemática, tão estudada pelos artistas renascentistas, tal o mistério e fascínio que exerce a Monalisa, de Leonardo da Vinci.

Mas foi Pitágoras que descobriu a magia das proporções áureas. Os gregos aplicavam a idéia do retângulo de ouro, inserida nas proporções exatas da estrela de cinco pontas, em suas construções, como na arquitetura clássica do Parthenon que se expressa como uma lei matemática de beleza que se reproduz em perfeitas proporções até o infinito. A Catedral de Notre Dame em Paris perpetua essa sabedoria, ao longo dos quatrocentos anos que durou a sua construção, na transmissão desse conhecimento esotérico da geometria sagrada das Escolas Iniciáticas que por ali passaram.

Na Astrologia, o planeta que manifesta os atributos de Harmonia e Beleza e em que, através dos seus ciclos se percebe, em forma de quintessência, a presença da Divindade, não poderia deixar de ser o planeta Vênus - tão venerado pelos Maias e Astecas: Quetzalcoatl, visto como a deusa do amor, Afrodite, para os Gregos, Ishtar, entre os Sumérios. Cada mitologia traduz uma face dessa misteriosa mensagem que as diferentes posições que Vênus ocupam em nosso mapa, em nossa vida.

As cinco pontas da estrela marcadas no nosso mapa natal ao longo de oito anos demonstram o processo do desenvolvimento em espiral (espiritual) do Ser Humano, através dos signos e casas que ativa. A percepção desse ciclo constrói o seu “Pentagrama Individual de Proteção”, pois aponta um caminho consciente para o desenvolvimento interior.

De Áries para Escorpião – daí para Gêmeos. Depois Capricórnio e Leão. São as cinco pontas, onde aparecem as estrelas matutinas em oito anos, e se repetem em evolução nessas áreas ao longo da vida inteira.

Basta observar as mudanças que ocorrem em nossa vida a cada oito anos. Lembre-se de você bebê, e depois com oito anos: dois seres completamente distintos, porém vindos de uma mesma fonte. E aos dezesseis anos, jovem ainda na puberdade... outra dimensão do desenvolvimento da espiralidade do Ser. Aos vinte e quatro anos, o jovem adulto, responsável, pronto para a luta e para a vida. Aos trinta e dois anos: a maturidade. Quem já passou dos quarenta, sabe a diferença de energia e de forma corporal inclusive, entre essa e aquela idade. Experimentamos gotas de sabedoria e de esperança em realizar o que ainda pode ser realizado aos quarenta e oito, mas somos outro, apesar de sermos o mesmo; e nos preparamos para a ancianidade aos cinqüenta e seis. Aos sessenta e quatro anos nos tornamos outra mente, outra pele, outra face, ainda mais sábia, ou mais velha. Mas é o nono ciclo de Vênus, aos setenta e dois anos que apresenta outro circuito mágico. A conexão definitiva com os ritmos do coração. E isso abre uma nova perspectiva para a realização de uma vida inteira. Em média são setenta e duas vezes que bate o coração de um ser humano em perfeito estado de saúde por minuto. São setenta e dois anos que o Sol leva para retrogradar um grau na eclíptica. Tudo que foi vivido, plenificado, dá sentido e significado, ao grau exato do Sol no mapa. A divisão dos 360o do círculo do zodíaco, pelas cinco pontas da estrela, marca distâncias de 72o, e é justamente essa divisão que dá origem à  Geometria Sagrada nas proporções perfeitas do número áureo. Podemos também confrontar a idéia da morte do mesmo modo como vivemos, pois novos ciclos eternamente se abrem. E há quem chegue ainda mais adiante, saudável, com incomensurável sabedoria para ser compartilhada e abertura para novos aprendizados.

Veja informações sobre o Workshop: A Estrela de 5 pontas:

- dias 1, 2 e 3 de maio, no Espaço Ser em Movimento, Botafogo, RJ.

14 de abril de 2009

Comentários:

  1. ana  escreveu em 02/Jun/2009 às 13:18

    adoreiiiiiiiiii quero saber muito
    mais sobre você!!!!!!!!!!!!!

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